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Andando por essas terras

Andando por essas terras……
Estar em NY é estar na capital do mundo.
Todo mundo já falou isso, mas sempre é bom repetir.
A cidade não para realmente, só quando a gente quer.
Ir de um museu pra outro, entrar numa galeria nova, que as vezes
já está lá há muito tempo, mas é nova só pra nós, também vale.
Andar no Central Park nas diversas estações do ano, ver a “fauna
humana” que anda e ou habita por lá, o cheiro de metrô, no verão
e no inverno, os esgraxates de sapato em lugares estratégicos,
com aqueles homens super elegantes, perfumados e
engravatados, sentados confortavelmente naquelas cadeiras altas
lendo o NY Times, turistas do mundo todo e 10 diferentes línguas
sendo faladas no mesmo vagão de metro, a cidade subterranea ,
e a cidade de cima da terra, tudo é música, filme, cenas antigas e
recentes, fazer parte disso tudo, é como estar realmente vivendo
nossa contemporaneidade plenamente.
Dá pra fazer nada e tudo ao mesmo tempo, e estar fazendo sem
parar.
As vezes a intensidade das emoções é tamanha, que precisamos
de tempo pra digerir, mas aqui, a velocidade só aumenta, não é a
toa que os centros de meditação e relaxamento proliferam.
Cada assunto tem 10 mil opções, voce pode se aprofundar e
estudar o que te interessar e pode se tornar o pior e o melhor, a
escolha é tua, um filósofo ja falava disso, nesse mundo super
capitalista, nós nos engolimos e acabamos sem saber o sabor, se
não pararmos pra uma degustação, temos que ser “gourmet”, em
toda e qualquer esquina, achar um lugar péssimo é tão facil quanto
um lugar maravilhoso, “it’s up to you”.
Planejar e seguir teu plano é a meta? será? ou vamos levando o
dia a dia?
NY nos inspira a crescermos, e se quiser só turismo, também tem,
se não vive aqui o dia a dia.
NY é degradação também, e nesse ciclo de sobe e desce, de vai
e vem da maré do mar que não vemos está presente nesse
grande delta.
As vezes me sinto na antiga Alexandria, onde o farol, a ponte
Veranzano, sempre acessa, e os rapazes que mantem as luzes
acessas são jovens e tem raça e orgulho de fazer esse trabalho,
subir nos cabos pra trocar as lâmpadas queimadas ou sujas
demais pelos pássaros, pra sempre termos luz.
Uma luz artificial, se olharmos por outro ângulo, quase tudo por
aqui é falso, construido pra se fazer dinheiro, sem importar com o
lado social ou humano, `as vezes o cachorro e o gato comem
comida organica e os “homeless” usam casaco de pena de mais
de 1000 dolares, o desperdício tambem é enorme.
Se alguém resolver ser garimpeiro de lixo por aqui, fica rico, já
conheci muitas casas onde tudo que há dentro foi encontrado na
rua, e eram lindas, tinham de tudo, do bom e do melhor.
A relação pessoal é posta a prova a todo momento, os antigos
imigrantes só queriam uma vida melhor e muita grana, os atuais
imigrantes também, ninguém se importa com voce, essa cidade
ainda é feita de imigrantes. Mais sobre Nova York veja:
www.nyc.com .

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